domingo, 13 de outubro de 2013

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Tecnologia Assistiva e o uso de acionadores



De acordo com Bersch, (2007, p.31), tecnologia Assistiva é uma expessão utilizada para identificar recursos e serviços que proporcionam ou ampliam habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, consequentemente, promovem vida independente e inclusão.

Um desses recursos pode ser os acionadores. Alunos com deficiência física podem apresentar dificuldade de acesso ao computador através dos meios convencionais no controle do mouse e do teclado que priorizam o uso das mãos com movimentos precisos. A escrita também pode estar comprometida em função de descontrole ou ausência de movimento. Estas podem representar importantes barreiras na autonomia do uso dos comandos básicos da informática, na comunicação e conseqüentemente no desenvolvimento dos processos de alfabetização e aprendizagem.

Os acionadores combinados com uma estratégia de varredura e devidamente fixados permitirão que usuários com comprometimentos físicos severos controlem e acessem equipamentos mesmo com movimentos limitados ou mínimos

 Acionadores são chaves colocadas em qualquer parte do corpo, onde o usuário possui algum controle ativo de movimento, ele pode ser ativado com pressão (tocar a mão, o pé, a cabeça), tração (puxar o braço), sopro, piscar, etc. e podem ser selecionados e posicionados conforme as habilidades específicas de movimento da criança, valorizando diferentes habilidades do usuário, são constituídos por um contato elétrico que se mantém ligado ao ser pressionado. O usuário poderá controlar seu computador por meio dos acionadores, quando estes estiverem associados a programas específicos que simulam as funções do mouse e do teclado.

Os acionadores também podem controlar recursos de controle de ambiente, recursos de comunicação alternativa ou brinquedos adaptados. Seu uso está indicado para pessoas com limitações físicas ou àquelas que necessitam de um acesso simplificado ao computador.

Os alunos que apresentam dificuldades para a compreensão das tarefas ou com dificuldades em se organizar diante de periféricos, como o teclado e o mouse, podem também se beneficiar de um acesso que exija apenas um movimento voluntário.

Diversos modelos de acionadores estão disponíveis no mercado internacional de produtos assistivos, estes foram sendo desenvolvidos de acordo com as necessidades de pessoas com diferentes deficiências. Estes recursos foram pensados a partir do tipo de movimento e controle físico que estas pessoas apresentavam, apesar de suas dificuldades.

Os principais critérios para escolher um acionador e determinar a sua formavde suporte envolvem:
  • A posição do usuário: se ele está sentado na cadeira de rodas; em frente a uma mesa ou deitado.
  • O padrão de movimento: um movimento que seja voluntário e que seja consistente seja este com o braço, a cabeça, a perna, o pé ou no caso de não haver um movimento controlado, considera-se os acionadores especializados
  • A localização do controle: onde o acionador pode ser fixado para que possa ser ativado facilmente.

Para a prática do uso de acionadores podem ser utilizados desde programas de apresentação de slides como o Microsoft Office PowerPoint ou o BrOffice.org, impressão para criação de atividades com o uso de imagens e sons personalizadas ou relacionadas aos objetivos do plano pedagógico.

Após identificar o posicionamento do indivíduo, o padrão de movimento e a localização do movimento controlado, a escolha entre os tipos de acionadores indicados ficará mais restrita.


Tipos de acionadores:


Os acionadores podem ser ativados por movimentos realizados com as mãos, dedos, cabeça, olhos ou outras partes do corpo. Podem ainda ser acionados pela voz, sopro,sucção ou contração muscular.


Acionadores de pressão - São acionadores que funcionam pelo movimento de pressão realizado pelo aluno com o auxílio das mãos, dedos, cabeça, pés ou outras partes do corpo. Os dispositivos  acionadores de pressão  simulam  a  ação do botão  esquerdo do mouse.

Existem tipos de acionadores de pressão diferenciados para alunos que utilizam muita força ou para aqueles que possuem um movimento mais suave.



Acionadores de tração - São ativados pelo movimento de puxar. Podem ser colocados em diferentes partes do corpo, de acordo com a habilidade do usuário, como por exemplo:



    o cordão será amarrado no pulso, para o movimento de puxar o braço;

    o cordão será amarrado nos óculos, para o movimento de rodar a cabeça;

    o cordão será amarrado no tornozelo, para o movimento de puxar a perna.




Acionadores por voz - Estes acionadores controlam o computador a partir da percepção de sons. Estão indicados para o trabalho com usuários, como os tetraplégicos, que não apresentam outros movimentos voluntários que possam ser controlados voluntariamente. O acionador percebe os sons através de um pequeno microfone e possui um dispositivo de controle de sensibilidade que filtra os ruídos do ambiente como acionamento.


Acionadores de sopro ou sucção - São acionadores que reconhecem como comandos, o sopro ou a sucção realizados em um canudo ou tubo em contato com a boca do usuário. É indicado para dificuldades motoras severas, como as que apresentam quadros de distrofias ou lesões do tipo tetraplegia.



Acionadores de contração muscular - São acionadores que captam a contração muscular e podem ser colocados em qualquer músculo que realize esta ação voluntariamente. Não é necessário que o usuário seja capaz de realizar o movimento, apenas que seja capaz de comandar a contração do músculo. Esse tipo de acionador apresenta um sensor que é fixado na pele do usuário, com o auxílio de uma fita adesiva. O acionador apresenta um dispositivo de controle de sensibilidade com o qual é possível controlar a intensidade da contração que será percebida como comando.


Acionadores que funcionam com o piscar dos olhos - são acionadores que captam o movimento de piscar dos olhos. O dispositivo deve ser acoplado a uma armação de óculos, com ou sem lentes. Esse tipo de acionador possui um dispositivo de controle de sensilibilidade que deve ser regulado para que não capte o piscar natural dos olhos.


Acionadores artesanais - Os acionadores também podem ser confeccionados artesanalmente pelo professor. A confecção é simples e de baixo custo. 


Para maiores informações sobre construir um acionador artesanal, consulte http://www.tecnologiaassistiva.com.br e http://www.assistiva.com.br

Vídeo:

 
 
Uso de acionador em brinquedo adaptado
 





Fonte:
Tecnologia Assistiva: Recursos de acessibilidade ao computador
Ministério da Educação
Secretaria de Educação Especial
Brasília, 2007.

Atendimento Educacional Especializado:Deficiência Física
Carolina R. Schirmer et al.
MEC/SEESP
São Paulo, 2007

sábado, 3 de agosto de 2013

O PAPEL E A IMPORTÂNCIA DO AEE



  



 O professor do AEE tem como papel elaborar estratégias  levando em conta as necessidades especifícas do público alvo da sala de recursos, identificando dificuldades, potencialidades e organizando  estratégias  para promover a  autonomia, participação e desenvolvimento do aluno na escola e em outros ambientes, bem como trabalhar nos atendimentos atividades que estimulem o desenvolvimento dos processos mentais: atenção, percepção, memória, raciocínio, linguagem entre outros, ações que terão repercussão positiva no desempenho do aluno na sala regular.  
É importante também que o professor de Sala de recursos estabeleça articulação com os professores da sala de aula regular e comunidade escolar, possibilitando também espaços de discussão com o intuito de buscar estratégias que possam garantir a participação dos alunos atendidos na Sala de Recursos nos ambientes e ações escolares. Dessa forma o AEE, visa o acesso ao conhecimento, permitindo ao sujeito sair de uma posição passiva diante da aprendizagem para uma posição ativa.
O estudo de caso é de suma importância para que essas ações sejam efetivadas, pois é a partir do estudo de caso que o professor do AEE identifica os elementos centrais, analisa aspectos motores, afetivos, sociais e cognitivos, recolhendo informações sobre as características o aluno, do seu meio e da relação entre os dois, que ajudam a traçar seu plano de atendimento.
O plano de atendimento contribui para a aprendizagem e desenvolvimento do aluno pois é elaborado com o intuito de contemplar as reais necessidades do aluno, possibilitando um melhor desenvolvimento do mesmo. Para realizá-lo o professor deve conhecer o aluno e suas especificidades, para organizar ações  e situações que favoreçam  e potencializem o desenvolvimento do aluno
Desse modo, o AEE é um elemento importante na aprendizagem dos alunos com deficiência, contribuindo para que o seu direito de aprender seja garantido levando em conta as diversidades e valorizando as diferenças.






quinta-feira, 23 de maio de 2013

Consumo de Experiências

Na 5ª semana do curso foram sugeridos alguns vídeos que  mostram de forma bem humorada desde a descoberta do livro até a geração  Web 2.0.
  
          Achei todos os vídeos interessantes e acredito que eles possuem relação. A forma humorada em que o vídeo helpdesk mostra a dificuldade, a resistência e o medo das pessoas em lidar com as novas tecnologias em contraponto com o Rafinha 2.0 que mostra uma nova geração já acostumada com as novas tecnologias. 
         Como em Helpdesk existe esse receio de investir nas novas formas de transmitir conhecimento, é o que de certa forma estamos vivenciando atualmente na área da educação e o que estamos discutindo ao longo dessas primeiras semanas de curso; o medo e desconfiança frente ao novo. O vídeo Rafinha 2.0, retrata bem essa nova geração, com sua maneira de produzir conhecimento, fala de como essa geração afeta e fez uma revolução até no modo das empresas se relacionarem com os consumidores e com a publicidade, podemos fazer um paralelo como as novas tecnologias estão mudando a relação professor/ aluno, a relação com o conhecimento e a prática pedagógica. Porém temos que ter cuidado com tantas possibilidades que se apresentam, achei muito importante quando ele coloca que as “informações quando organizadas de maneira apropriada são libertadoras”. Como diz o vídeo Web 2.0 "não importa a forma, mas sim o conteúdo”, nós, os usuários dessas tecnologias é que damos sentindo ao que o computador faz. 

Helpdesk



Rafinha 2.0

Documentos


Importantes documentos que fundamentam e amparam a Educação Especial e Inclusiva no Brasil:


• Resolução Nº 4, de 2 de outubro de 2009, que institui diretrizes
operacionais para o atendimento educacional especializado na educação
básica, modalidade educação especial.

• Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da
Educação Inclusiva, documento elaborado pelo Grupo de Trabalho
nomeado pela Portaria nº 555/2007, prorrogada pela  Portaria nº
948/2007, entregue ao Ministro da Educação em 07 de janeiro de 2008.

• Decreto 7.611 de 17 de novembro de 2011, que dispõe sobre a
educação especial, o atendimento educacional especializado e outras
providências. 

Coletânea “A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar”



Esta coleção, produzida pelo Ministério da Educação, tem a finalidade de contribuir para a formação dos professores do Atendimento Educacional Especializado, bem como dar subsídios para o debate a respeito da escola inclusiva.




Você pode fazer o download de cada fascículo no site: